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Optimização da programação da terapêutica de ressincronização cardíaca por ecocardiograma: avaliação do impacto sobre a capacidade funcional

Echo-guided cardiac resynchronization therapy reprogramming: assessment of functional impact

 

DOI:
http://dx.doi.org/10.5031/v1i1.RIA1064

Id:
v1i1.RIA1064

Idioma del manuscrito:
Portuguese

País:
Portugal

Categoría (seleccionar una categoría apropiada para el envío) :
Artículos Originales

Palabras clave:
Insuficiencia cardiaca, Terapia de resincronización cardíaca

Autores y títulos (Ejemplo: Fernandes C., MD, PhD, etc):
Nuno Cortez-Dias MD, Luís Sargento MD, Marta Valente CPL, Ana Bernardes CPL, Sara Neto CPL, Ana Rebola CPL, Carla Bogalho Enf, João de Sousa MD, Mário G. Lopes MD, PhD

Hospital de Santa Maria, Av. Prof Egas Moniz 1100, Lisboa
cortezdias@yahoo.com

 

Resumen en Español o Portugués

Introdução: A terapêutica de ressincronização cardíaca (TRC) reduz a morbilidade e mortalidade nos doentes com insuficiência cardíaca refractária à terapêutica médica optimizada, gravemente sintomáticos, que tenham bloqueio completo de ramo esquerdo, dilatação ventricular esquerda (VE) e compromisso significativo da função sistólica global VE. Cerca de 25-35% dos doentes submetidos a TRC não têm melhoria sintomática, pelo que têm sido investigadas estratégias para a sua optimização. Objectivo: Avaliar o impacto da optimização da programação da TRC guiada por ecocardiograma em doentes portadores crónicos de pacemaker biventricular (BiV), estabilizados sob terapêutica farmacológica estável. Metodologia: Uma amostra de conveniência de doentes portadores de pacemaker BiV há pelo menos doze meses, e considerados clinicamente estáveis, foi submetida a optimização de TRC guiada por ecocardiograma. Analisou-se o fluxo transmitral por Doppler pulsado para identificação dos limites máximo e mínimo do intervalo aurículo-ventricular (AV) a testar, em variações progressivas de 10ms, e o intervalo AV óptimo foi identificado pela maior integral da curva velocidade-tempo (IVT) na câmara de saída VE. O melhor modo de estimulação ventricular (apenas VE, pacing BiV simultâneo e BiV sequencial) e intervalo VV óptimo foi também determinado pela maior IVT, em variações progressivas de 20ms (de -60ms a +60ms). Na avaliação dos doentes foram utilizadas as seguintes estratégias: determinou-se a classe funcional New York Heart Association (NYHA), NT-proBNP, o índice de qualidade de vida determinado pelo questionário de qualidade de vida Minnesota (QdV-M), a distância percorrida na prova de marcha de 6 minutos (PM6min), a fracção de ejecção VE, o volume de ejecção sistólica e o débito cardíaco aquando da avaliação inicial e 1 e 3 meses após a optimização da programação. Durante o período do estudo, não foram permitidas modificações da terapêutica farmacológica. Resultados: Foram estudados 10 doentes (7 homens, 63±8 anos), com fracção de ejecção inicial de 29±12%. Após optimização da TRC, nenhum doente piorou. Houve melhoria significativa da classe funcional NYHA (p=0,039) e do índice QdV-M (p=0,011) no primeiro mês, mantendo-se então estáveis até ao terceiro mês. O volume de ejecção sistólica (p=0,025) e o débito cardíaco (p=0,025) exibiram aumento significativo. No entanto, as diferenças relativamente aos níveis séricos de NT-proBNP (p=0,066) e distância percorrida na PM6min (p=0,678) não atingiram o significado estatístico. Considerações Finais: A reduzida dimensão da amostra exige precaução na interpretação dos resultados. Porém, os mesmos sugerem que a optimização da TRC através de ecocardiografia pode suscitar melhoria clínica adicional (particularmente no que respeita aos parâmetros de qualidade de vida), mesmo naqueles doentes considerados “respondedores” à TRC.

Resumen en Inglés

Background: Cardiac resynchronization therapy (CRT) reduces morbidity and mortality in patients with severe heart failure and left bundle branch block, left ventricular (LV) dilatation and severely compromised LV systolic function. Since 25-35% of those patients conventionally treated with CRT do not improve, new strategies for CRT optimization should been investigated. Objectives: To evaluate the impact of the echo-guided CRT reprogramming in patients chronically treated with biventricular (BiV) pacemaker and under stable pharmacological therapeutic. Methods: A convenient sample of clinically stable patients treated with BiV pacemaker for at least 12 months was submitted to echo-guided CRT reprogramming. Maximum and minimum atrioventricular (AV) delay limits to test were identified by pulsed-wave Doppler evaluation of transmitral flow, under progressive 10 ms increments, and the optimal AV delay was identified by the greatest velocity-time integral (VTI) at LV outflow tract (LVOT). The best ventricular stimulation pattern (LV-only, simultaneous BiV and sequential BiV pacing) and optimal VV delay were also determined by the highest LVOT VTI, using progressive 20 ms increments (from -60ms to +60ms). New York Heart Association (NYHA) functional class, NT-proBNP, Quality of life score assessed by the Minnesota Living with Heart Failure Questionnaire (LHFQ), 6-min walk test, LV ejection fraction, LV stroke volume and cardiac output were assessed at the initial evaluation and 1 and 3 months after CRT reprogramming. During the investigation period no change in the pharmacological therapeutic was allowed. Results: 10 patients were studied (7 men, 63±8 years old), with an ejection fraction of 29±12%. After CRT reprogramming, none of the patients worsened. NYHA functional class (p=0,039) and LHFQ score (p=0,011) significantly improved in the first month after CRT optimization and remained stable thereafter. The systolic volume (p=0,025) and cardiac output (p=0,025) also significantly improved. Nonetheless, NT-proBNP (p=0,066) and distance in 6-min walking test (p=0,678) did not significantly improved. Conclusion: Although the reduced number of patients evaluated demands caution in extracting conclusions, these results suggest that echo-guided CRT reprogramming can induce additional clinical improvements (particularly in quality of life parameters), even in those patients that were considered “responders” to CRT.

 

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Optimização da programação da terapêutica de ressincronização cardíaca por ecocardiograma: avaliação do impacto sobre a capacidade funcional

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